Coparticipação Abusiva no Plano de Saúde – Guia Completo 2025 (Reduza ou Elimine a Cobrança)
Descubra como reconhecer e cancelar a coparticipação abusiva do plano de saúde e garantir seus direitos. Saiba como a Justiça tem limitado cobranças ilegais e protegendo pacientes.

Se você está pagando valores cada vez mais altos de coparticipação no plano de saúde, sentindo que o custo está fugindo do controle e atrapalhando o acesso a tratamentos essenciais, saiba que você não está sozinho. Muitas famílias brasileiras enfrentam cobranças abusivas e ilegais — especialmente em casos de crianças ou pacientes com doenças graves.
A boa notícia é: a Justiça tem protegido esses consumidores e eliminado cobranças que ultrapassam o razoável. Este artigo — baseado em um caso real analisado em petição judicial — explica como identificar abusos, seus direitos e como agir imediatamente.
O QUE É COPARTICIPAÇÃO E QUANDO ELA SE TORNA ABUSIVA?
A coparticipação é um valor extra cobrado quando o beneficiário usa serviços do plano (consultas, exames, terapias etc.).
Ela pode ser legal, mas apenas quando cumpre 3 regras básicas:
1. Não pode impedir o acesso ao tratamento
Se a coparticipação for tão alta que inviabiliza o tratamento, ela se torna ilegal.
2. Não pode ultrapassar o valor da mensalidade
Segundo decisões recentes do STJ, o valor mensal de coparticipação não pode ser maior que a mensalidade.
Se for, a cobrança deve ser limitada.
3. Não pode transferir o custo total ao paciente
O plano não pode empurrar para você o financiamento integral do tratamento.
COMO SABER SE A COPARTICIPAÇÃO ESTÁ ABUSIVA?

Com base no caso analisado na petição, veja os sinais claros de abuso:
✔ 1. A coparticipação cresce ano após ano de forma descontrolada
Havia casos de cobrança de 164% sobre o valor da mensalidade — algo totalmente fora da lei.
✔ 2. A família não consegue pagar e começa a se endividar
Quando a cobrança compromete alimentação, moradia e necessidades básicas, é considerada ilegal.
✔ 3. Paciente depende de tratamentos contínuos
Quem precisa de terapias, fisioterapia, CPAP, medicamentos contínuos etc. não pode ser penalizado.
✔ 4. A cobrança se torna maior do que o próprio plano
Ex.: mensalidade R$ 2.800, mas coparticipação de R$ 4.600 — ilegal.
✔ 5. Tratamentos essenciais começam a ser comprometidos
Se a cobrança impede a continuidade do tratamento, o plano está violando o direito à saúde.
O QUE DIZ A JUSTIÇA? (DIREITO DO CONSUMIDOR E PROTEÇÃO DO PACIENTE)
A jurisprudência atual está favorável aos pacientes, especialmente quando há:
- doenças graves
- crianças
- tratamentos contínuos
- vulnerabilidade financeira
Veja os principais entendimentos usados na petição analisada:
Decisão 1: Coparticipação não pode ultrapassar a mensalidade
O STJ decidiu que, se ultrapassar, deve ser limitada imediatamente.
Decisão 2: Percentuais acima de 40% são ilegais
O STF suspendeu norma da ANS que permitia até 40% — imagine então 50%, como em muitos contratos abusivos.
Decisão 3: Se a coparticipação inviabiliza o tratamento, ela deve ser afastada
Mesmo que esteja “em contrato”.
DIREITOS QUE VOCÊ POSSUI IMEDITAMENTE
Com base no entendimento jurídico aplicado no caso real da petição, você tem direito a:
✔ Limitar a coparticipação ao valor da mensalidade
Nada além disso pode ser cobrado.
✔ Suspender cobranças abusivas imediatamente (tutela de urgência)
A Justiça pode ordenar:
- limite mensal
- proibição de cobranças acumuladas
- afastamento total da coparticipação abusiva
✔ Restituição dos valores pagos indevidamente
Você pode recuperar tudo que pagou a mais.
✔ Aplicação do Código de Defesa do Consumidor
Inclui inversão do ônus da prova, facilitando o processo.
COMO ENTRAR COM UMA AÇÃO E PARAR A COBRANÇA ABUSIVA
Com base na estrutura da petição analisada, a ação judicial geralmente pede:
1. Suspensão imediata da coparticipação abusiva
Para permitir tratamento contínuo sem interrupções.
2. Revisão contratual
Adequar o contrato aos limites legais.
3. Devolução dos valores pagos a mais
Inclusive com correção.
4. Aplicação do CDC (defesa do consumidor)
Para proteger o paciente contra abusos contratuais.
QUANDO PROCURAR UM ADVOGADO ESPECIALIZADO EM SAÚDE?
Você deve buscar ajuda imediatamente se estiver passando por:
- cobranças que dobram ou triplicam ao longo dos anos
- coparticipação superior à mensalidade
- dificuldades financeiras para manter o plano
- risco de interrupção do tratamento
- negativa de procedimentos essenciais
A urgência é ainda maior quando envolve crianças ou doenças graves, como no caso analisado.
FAQ – PERGUNTAS FREQUENTES
1. Posso processar o plano se a coparticipação estiver muito alta?
Sim. A Justiça reconhece a ilegalidade da cobrança exagerada.
2. Mesmo se estiver no contrato?
Sim. Cláusula abusiva não é válida, mesmo assinada.
3. A Justiça pode suspender a cobrança na hora?
Pode. Com uma assessoria jurídica especializada em Direito da Saúde, a justiça pode conceder essa cobrança.
4. Posso recuperar o que já paguei?
Sim, valores pagos além do limite legal podem ser devolvidos.
5. Coparticipação de 50% é ilegal?
Na prática, sim. Já foi considerada abusiva pelo STF e STJ quando inviabiliza o tratamento.
6. O plano pode cancelar meu contrato se eu entrar com ação?
Não pode cancelar. Isso é proibido.
Cobranças abusivas de coparticipação são ilegais, violam o Código de Defesa do Consumidor e colocam em risco o direito fundamental à saúde. A Justiça tem atuado firmemente para limitar ou eliminar essas cobranças, garantindo que pacientes — especialmente crianças e pessoas com doenças graves — tenham acesso a tratamento digno.
Se você está enfrentando esse problema, não aceite a cobrança como “normal”.
Ela pode ser revista, reduzida ou totalmente afastada por via judicial.

